Experiências
Irmã Suzana conta sobre a Romaria dos Mártires
26/07/2011

 Vidas pelas Vidas

Mártires do Reino, ‘uma nuvem de testemunhas’, nossa força de esperança que
nos chama e inspira a continuar firmes na caminhada, sendo testemunhas do
Evangelho.
Com o tema-lema, “Testemunhas do Reino”, aconteceu nos dias 16 e 17 em Ribeirão Cascalheiras, MT a Romaria dos Mártires da Caminhada. A Romaria reuniu mais de três mil pessoas de todo Brasil, America Latina, e Europa, para celebrar os 40 anos da Prelazia de São Feliz do Araguaia e fazer memória de mártir Padre João Bosco, que foi um missionário indigenista, assassinado em 1976; e de tantos outros mártires da caminhada.

Refeições comunitárias, dormidas nas casas do povo e nas escolas, tendas da saúde, artesanatos, e publicações, uma memória da caminhada através fotos e faixas numa exibição na Igreja e re-encontros, re-encontros e mais encontros e abraços das companheiras tudo isso contribuiu para a alegria daqueles dias. Estes re-encontros foram para mim, Suzana, um tempo de reviver minha história de vida. Os encontros com Mercê, com quem eu morei em Vila Rica, Weikade Karaja e outras Karajá com quem eu morei, Bete, companheira dos Myky, Dona Zenilda e Marcos dos Xukurus e tantos companheiros do CIMI e de Goiânia. Que alegria de estarmos juntas novamente, que felicidade de trocar experiências do passado e da presente. 

Sábado à noite com a luz da fogueira e do Círio Pascal e inspirados pelo mantra ‘Forca da Luz’, cantado pela Dona Zenilda Xukuru, viúva do mártir, Xicão Xukuru. Acendemos nossas velas e começamos nossa Caminhada Martirial de Cascalheira para a Praça do Santuário em Ribeirão. A caminhada concluiu com uma Festa com artistas da Caminhada e com a partilha do pão.
Domingo, depois da alvorada e café, nós nos reunimos na Praça do Santuário para a Celebração Eucarística em Memória dos Mártires. A celebração concluiu com as palavras inspiradas de Dom Pedro Casaldáliga que nos chamou de continuar firmes e unidos no espírito de partilha, no testamunho do Reino; e com as palavras do Damião, cacique dos Xavante de Marãiwatesede, do cacique Marcos Xukuru de PE e do cacique do povo Kaiowá Guarani de M.S, fomos convidados a nos juntarmos a eles, e a todos os Povos Indígenas, na luta para demarcar e preservar suas terras e culturas e na luta de todos nós para salvar a Mãe Terra, os nossos rios e animais. 
Toda a experiência da romaria está contida nas palavras do Dom Pedro, publicadas no jornal Alvorada de maio/junho: 

“Celebramos a Romaria dos Mártires num dia, num lugar, para reassumir o compromisso de vivermos como testemunhas do Reino, cada dia, e em todo lugar. Para dar testemunho do testemunho de nossos mártires e renovar, com paixão, com radicalidade, com alegria, o nosso seguimento de Jesus, na procura do Reino, na vivência do Reino, na celebração do Reino, na invencível esperança do Reino. Amém, Axé, Awire, Aleluia!”
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