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dia Nacional do Cerrado 11 de setembro!
11/09/2018

Em tempos de crise de falta de água em alguns estados brasileiros, uma verdadeira caixa d’água no coração do Brasil traz esperança para a geração de recursos hídricos do País. O Cerrado, considerado um berço das águas, tem uma importância estratégica para o abastecimento e manutenção de uma rica biodiversidade. No Dia Nacional do Cerrado, celebrado nesta terça-feira (11/9), o WWF-Brasil exalta o valor do segundo maior ecossistema brasileiro. Trabalhamos pelo desenvolvimento sustentável do Cerrado por acreditar que é possível aliar produção e conservação do meio ambiente. O Cerrado possui grandes reservas subterrâneas de água doce que abastecem as principais bacias hidrográficas do País: Amazonas, Tocantins/Araguaia, São Francisco, Paraná e Paraguai. Essa riqueza hídrica tem um papel fundamental no abastecimento humano, na geração de energia e na produção agrícola. Ao mesmo tempo, é considerado um hotspot mundial para a conservação da natureza (alta riqueza de biodiversidade e extremamente ameaçado). Nas últimas décadas, de acordo com dados do IBAMA/MMA, houve uma redução de 48,4% do Cerrado. A taxa de desmatamento anual é de 0,69%, maior até que da Amazônia e dos demais biomas brasileiros. Se o ritmo continuar acelerado, estima-se um prazo de 40 a 50 anos para o completo desaparecimento de seus recursos florestais. Atualmente, apenas 3% do Cerrado está efetivamente protegido em unidades de conservação (UC). A conservação do bioma e a gestão territorial são elementos necessários para garantir água para o País. É necessário frear imediatamente o desmatamento e ampliar a quantidade de UC’s. As ameaças podem afetar diretamente mais de 11 mil espécies de plantas, das quais 45% são endêmicas (exclusivas deste bioma), e 2.500 espécies animais. O Cerrado é biologicamente a região de savana mais rica do planeta, sendo responsável por 5% da biodiversidade mundial e 30% da biodiversidade brasileira. Ocupa um quarto do território nacional e é um importante elo entre outros quatro biomas brasileiros (Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal).
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