Reflexões
Observar os ceus com uma criança - faz bem para ela e para você
23/02/2017

Observar os céus com as crianças é preciso! Uma experiência espiritual, onde pode maravilhar-se com a criação e o Criador! Olhar para o céu e observar sua imensidão, seus movimentos e sentir a maravilha de tudo o que lá existe é algo que atrai muito a atenção e o interesse das crianças. Foi com essa atenção que diferentes povos – cada um a seu modo – desenvolveram seu saber sobre o que acontece com os corpos celestes. E foi também esse olhar que, ao longo de milênios, permitiu que grandes avanços tecnológicos fossem realizados. Atualmente, inúmeros satélites giram no espaço capturando informações e graças a eles podemos ter acesso a imagens incríveis, que aguçam nossa curiosidade sobre tudo o que existe e que não podemos ver quando olhamos pra cima. De dia ou de noite, o céu é um brinquedo distante, mas também muito próximo, pois incita fortemente a imaginação. Quem nunca brincou de procurar desenhos em nuvens, ou observar estrelas à noite? E quando vemos uma estrela cadente, então? Experiência para nunca esquecer. Um dos calendários que vimos acompanhando para experimentar a natureza é o calendário astronômico. Entre tantos fenômenos que existem, ele nos traz informações sobre quando vai ter chuva de meteoros, triangulação de astros, super lua ou eclipse. Este último é um mistério à parte! Como é que pode o dia virar noite? O Sol virar sombra? Muito mais do que aprendemos nas aulas de ciências sobre este fenômeno, viver um eclipse pode trazer experiências para o corpo e memórias pra toda a vida! A Ana Carol, uma das idealizadoras do Ser Criança é Natural, que dá nome a este blog, conta sua experiência: “Eu devia ter uns sete anos. Anunciaram na televisão que haveria um eclipse. Não sabia muito bem o que era exatamente, mas sabia que o Sol ia ficar escuro por algum tempo. Lembro que faltavam uns dias para o fenômeno acontecer e a conversa entre as crianças do prédio era como conseguir olhar para o sol, já que parte da notícia prevenia que olhar diretamente para ele podia ser perigoso, prejudicando a visão. Para proteger os olhos um dos vizinhos dizia que tinha negativos de foto, outro que tinha uma chapa de raio-x. No dia do eclipse, estávamos ansiosos e logo cedo corremos para a quadra do prédio. Enquanto aguardávamos o evento, olhando através dos negativos, o síndico viu a movimentação e logo apareceu com uma máscara de solda, que talvez pudesse ser mais eficiente que os negativos. Organizamos, então, uma fila para garantir a vez de todos olharem através daquela máscara, que era uma outra novidade além do eclipse. Pouco a pouco o fenômeno acontecia. Lembro do tempo que marcávamos para a observação de cada um e, em seguida, entrar na fila novamente. Lembro de ter chegado na escola atrasada pois queria ver só mais um pouquinho. Mas acima de tudo lembro do que eu via quando observava o céu e acompanhava o Sol sendo coberto lentamente por uma sombra. Sem dúvida, essa é uma das lembranças mais fortes que tenho da infância”. Pois no próximo domingo, 26 de fevereiro, teremos um eclipse solar parcial que poderá ser visto de grande parte do Brasil! Na região de São Paulo, por exemplo, o eclipse começará por volta das 10hs e aproximadamente as 11h30 atingirá seu ponto máximo. A Nasa criou um mapa virtual com os horários e detalhes do eclipse em cada região. Clique na sua região e verifique o horário correto. Mas fique atento porque o horário indicado é internacional (UTC), que, para o Brasil terá diferença de três horas (-3UTC). Se no mapa indicar 13h, o horário na sua região será as 10h. Só não será possível observar o eclipse a partir da região norte do país. Observar estes fenômenos naturais com as crianças, além de provocar enorme encantamento, incentiva a curiosidade, a pesquisa e permite que tanto as informações que temos quanto tudo o que ainda não sabemos revelem o grande mistério e beleza de estarmos aqui, juntos, neste mesmo momento, neste belo, imenso, minúsculo e único planeta azul. Ana Carolina Thomé e Rita Mendonça Ana Carolina é pedagoga, especialista em psicomotricidade e educação lúdica, e trabalha com primeira infância. Rita é bióloga e socióloga, ministra cursos, vivências e palestras para aproximar crianças e adultos da natureza. Quando se conheceram, em 2014, criaram o projeto “Ser Criança é Natural” para desenvolver atividades com o público. Neste blog, mostram como transformar a convivência com os pequenos em momentos inesquecíveis.
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