PARCERIAS

Jovem dos EUA faz experiência com as Irmãs em Goiânia

 

É com alegria que as Irmãs de São José de Rochester receberem o pedido de uma jovem universitária que mora nos Estados Unidos para fazer uma experiência de convivência em comunidade e trabalho na área de saúde pública.  

O fato interessante é que a mãe dela fez um intercambio durante o segundo grau, e morou com famílias em Goiânia nos anos 70.

Partilhamos com vocês o que Katherine escreveu depois de 3 meses em Goiânia.

 

KATHERINE

 

"Meu nome é Katherine Vaillancourt e eu tive a oportunidade de passar uma parte do meu verão com as Irmãs de São José de Rochester no Brasil.

 

Primeiramente, eu gostaria de falar um pouco sobre mim e posteriormente, eu vou explicar como eu conheci as irmãs e falar de minha experiência no Brasil.Eu estou no meu segundo ano na faculdade, Alma College, e estudo biologia e história. Também sou membro do o Instituto para Questões Públicas na faculdade. Eu gosto de medicina e saúde pública e acredito que os dois precisam caminhar juntos para ter sucesso e para tratar o paciente de forma holística. Eu quero fazer medicina na universidade com especialização em saúde pública. Como Católica, eu reconheço que faz parte dos ensinamentos da Igreja respeitar a dignidade da pessoa humana. Então, quando eu ganhei a bolsa de estudos “Posey Global de Alma College” e tive a oportunidade de estudar saúde pública e o sistema de saúde em outro país durante os meses do maio, junho e julho, eu não poderia ficar mais contente.

 

Quando eu estava organizando minha viagem, eu sabia que eu gostaria de trabalhar na cidade de Goiânia, Brasil, por que eu havia viajado para lá em 2012 pra visitar amigos de minha família. Eu poderia estudar os dois, o sistema de saúde e saúde pública, e estar perto dos amigos. Eu comecei a procurar maneiras em que eu poderia ter experiências em Goiânia que pudessem mostrar como o sistema de saúde pública funciona no Brasil. Enquanto eu visitava o site das Irmãs de São José de Rochester sobre sua missão no estado de Nova York, eu descobri que elas têm também uma missão no Brasil. Então, eu enviei um email no link do site em Português para missão no Brasil e perguntei se as irmãs teriam sugestões. Eu não fazia ideia que passaria tanto tempo com elas!

 

Alguns dias depois que eu mandei o email, eu recebei uma resposta de Irmã Joana Mendes, que mora e trabalha em Goiânia, que foi animadora. Ela e as outras irmãs de lá estavam dispostas a me ajudar a organizar algumas experiências e também me acolher em Goiânia por algum tempo. Desde que eu cheguei em Goiânia em maio, as irmãs me acolheram e me mostraram o tipo do trabalho que elas fazem todos os dias. O trabalho nos presídios de Goiânia, a biblioteca das crianças que elas acompanham na comunidade visinha, o trabalho nas comunidades eclesiais… eu tive tantas experiências que contribuíram para mostrar como as irmãs trabalham para modelar a saúde da pessoa de forma holística. Junto com a experiência que eu tive diretamente no hospital durante meu tempo no Brasil, eu aprendi sobre duas perspectivas de medicina, preventiva e curativa. A cura dentro do hospital e a cura fora do hospital; que realmente precisam caminhar juntas na saúde.

 

Entre as coisas que eu pude experiência com as Irmãs de São José de Rochester no Brasil inclui entregar um abaixo assinado na Secretaria de Saúde de Goiânia para cobrar providências em relação a infraestrutura inadequada no sistema de saúde da região em que trabalham, manifestação pacifica junto a Câmara dos Vereadores de Goiânia, o trabalho na biblioteca das crianças, arquivar documentos na Comissão Pastoral da Terra, com Irmã Jeane Bellini, fazer visitas no presídio com Irma Maria José Monteiro, assistir aulas no Serviço Social e também na faculdade de medicina da Pontifícia Universidade Católica de Goiânia por meio de uma amiga das irmãs, Professora Vera Lucia dos Santos, participar em uma reunião do Serviço Social no Conselho Regional de Serviço Social, participar no Courso de Doula e Massagem Shantala na Maternidade Nascer Cidadão com Irmã Ellen Kuhl… Diante da divisão da saúde no Brasil, conheci muitos hospitais diferentes, aprendendo sobre o funcionamento das unidades de saúde que recentemente conheci no Brasil. Aprendi com muitas pessoas sobre respeito às vidas dos nossos vizinhos através de direitos iguais; aprendi que o tratamento da saúde deve ser preventivo e curativo. Se você ainda não percebeu, Deus me abençoou. Contudo não foram somente as irmãs em Goiânia que foram instrumentos, para organizar essa caminhada para mim. Eu tive a oportunidade de conhecer e conversar com Irma Cristina Burgmaier em Paranaiguara, que trabalhou como uma enfermeira na cidade pequena onde falta a infraestrutura adequada para saúde no interior do Brasil desde que ela chegou, e Irmãs Marlena Roeger e Ireny Rosa em Uberlândia, que ajudaram organizar uma experiência para mim com Dr. João Lucas O’Connell, um cardiologista que trabalha nos dois sistemas de saúde, publico e privado. Todo mundo me hospedou com braços abertos e ficou feliz em participar na minha experiência. Eu tenho clareza de que sem todas as irmãs minha experiência no Brasil não seria a mesma e certamente não teria produzido o fruto que eu vejo ter produzido.

 

Pela minha experiência com histórias pessoais que as irmãs me contaram, eu pude conhecer os muitos lados da saúde no Brasil. A saúde em sua finalidade última deve ter um objetivo: melhorar a saúde de pessoas que precisam, e em acréscimo melhorar as vidas daquelas pessoas.

O trabalho das irmãs mostra de certa forma como esta meta poderia se realizar, apesar dos problemas que existem no sistema. Elas fazem isso buscando mudar o sistema em si e buscando atingir as necessidades das pessoas com quem elas convivem. Agora que estou de volta nos Estados Unidos no final de julho, eu vou continuar meu estudo na Alma College e depois com isso em mente, quando eu discernir como eu vou ajudar a mudar o mundo em alguma maneira pequena. A experiência que eu ganhei no Brasil, e especialmente os amigos que eu tenho agora, sempre serão um guia para eu consultar no meu trabalho. Eu aprendi sobre ser os dois um médico e um servidor dos outros. E gostaria de agradecer muito às irmãs pela a ajuda cuidadosa.

 

Eu também gostaria de reconhecer o serviço das irmãs para a gente que é marginalizada pelo sistema de saúde do Brasil. Eu estou capacitada a compartilhar essa experiência com meus colegas. Eu volto pra faculdade e quero continuar a partilhar desta missão e da busca de atingir o objetivo de tornar melhor as vidas dos outros pela dedicação à saúde quando eu for uma médica."



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